59º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

Dados do Trabalho


TÍTULO

RETITE ACTÍNICA TARDIA PÓS-RADIOTERAPIA PÉLVICA POR CEC DE COLO DE ÚTERO – RELATO DE CASO

CONTEXTO

A retite actínica (RA) é uma doença que acomete o reto, causada por radiações ionizantes durante o tratamento oncológico. É comumente aguda, mas em casos mais raros pode apresentar-se persistente, delimitando uma condição crônica/tardia, e os sintomas variam de diarreia, sangramento, perda de muco e constipação. Seu tratamento geralmente é conservador, com manejo de sintomas, por seu caráter autolimitado. No caso da RA tardia, pode-se investir em maiores intervenções, como a confecção de colostomia.

DESCRIÇÃO DO(S) CASO(S) ou da SÉRIE DE CASOS

Paciente, sexo feminino, 55 anos, com diagnóstico de Carcionoma Espinocelular (CEC) de colo uterino EC 3B. Realizou tratamento quimioterápico e radioterapia (RDT) pélvica em 2014. Após estas intervenções, evoluiu com quadro de fístula retovesical, infecção de trato urinário de repetição e quadro de constipação grave associado à RA, que permaneceu nos anos conseguintes, configurando um caráter tardio/crônico, sendo necessária a confecção de colostomia no presente ano como última via de tratamento. Além disso, apresenta hipotrofia em rim esquerdo, com obstrução a esclarecer. No último internamento, apresentou queixas de dor abdominal, episódios eméticos e colostomia não funcionante, onde houve suspeita de semi-obstrução. Todavia, apresentou melhora de função evacuatória após prescrição de dieta laxante e bisacodil 5mg a cada 12h. Continua hospitalizada para nova abordagem cirúrgica, com objetivo de realizar correção mecânica de colostomia, visando à melhora da função intestinal. A coleta de dados foi realizada após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, nº 2.877.855.

COMENTÁRIOS

A literatura atual evidencia que a RA é dose dependente da RDT e a RA tardia, usualmente, só aparece em indivíduos que foram curados da neoplasia primária, visto o tempo para sua instalação, corroborando com o quadro clínico descrito. Além disso, discute-se que essa condição não é curável, mas controlável, com práticas conservadoras ou maiores, como a paciente em questão que faz uso da colostomia para melhora dos sintomas associados. Desse modo, reforça-se a importância do desenvolvimento de novos estudos que aprimorem a dosagem na razão tecido tumoral/tecido normal, além de técnicas de RDT com outros aplicadores e isótopos que possam trazer menos complicações, tendo em vista que a condição de RA tardia piora a qualidade de vida dos pacientes.

PALAVRA CHAVE

Radioterapia; Complicação; Retite Actínica Crônica

Área

GINECOLOGIA - Oncologia Ginecológica

Autores

José Reginaldo Alves Queiroz Júnior, Jarson Pedro Costa Pereira, Lilian Andrade Solon, Letícia Sabino Santos, Aline Rafaelly Apolônio Silva, Cláudia Porto Sabino Pinho Ramiro, Agostinho Sousa Machado Júnior

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